céu dos murmúrios

palavras soltas, sentimentos controversos e emoções imaginadas... pequenas histórias que fazem lembrar a vida real ou que nos transportam para um mundo de fantasia... uma lágrima, um sorriso, um olhar, tudo se pode passar para o papel.

quinta-feira, julho 07, 2005

Lutadores eternos

Às vezes dói demais. Às vezes é tão horrivelmente insuportável que parece que não vai dar para aguentar. E não é uma dor consciente, palpável, temporária, enfim não é física, não se pode localizar nem ver. E talvez seja isso que magoa mais: não saber encontrar a ferida para seguidamente lhe aplicar o antídoto. A dor interior alastra-se com uma rapidez assustadora e quando parece estar finalmente curada, regressa com toda a sua força e atinge sempre o seu alvo preferido, o mais sensível, o mais desprotegido: o coração. E mais ninguém nos pode salvar a não ser nós mesmos. O apoio dos outros é definitivamente importante, mas só nós é que podemos proporcionar a derradeira salvação. Afinal está tudo na mente, na maneira como enfrentamos as coisas. Há que ter tempo para sofrer, porque apesar de não parecer é essencial. Mas também há que saber quando por fim a esse sofrimento, há que saber quando dizer “chega”.
A dor que não se vê é a que mais dói, é aquela que mais nos destrói e que se deixarmos nos pode sucumbir, se não tivermos força para a confrontar. Mas como diria um amigo meu, que muito admiro, qualquer sejam os obstáculos que nos sejam colocados no nosso caminho, arranjamos sempre forças em qualquer lugar para os ultrapassar. Afinal sempre foi esse o espírito do homem, enfrentar para sobreviver. Todos nós somos fortes, só que uns souberam despoletar essa força de um modo mais rápido e eficaz que outros. Cabe-nos a nós descobrir essa força, bem guardada. Ela reside dentro de mim, de ti, de todos nós. Estou cada vez mais perto de a alcançar… E tu, já a alcançaste?