céu dos murmúrios

palavras soltas, sentimentos controversos e emoções imaginadas... pequenas histórias que fazem lembrar a vida real ou que nos transportam para um mundo de fantasia... uma lágrima, um sorriso, um olhar, tudo se pode passar para o papel.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Um das muitas coisas que o amor tem de bom, é que não precisamos de o compreender para o sentirmos. Simplesmente existe entre nós, e é isso que importa, é isso que nos faz felizes. Uma pessoa pode passar uma vida à procura deste sentimento tão cobiçado e pode não o encontrar, porque ao contrário das coisas materiais, ao contrário de tudo o que está no mercado, o amor não pode ser localizado assim tão facilmente. O amor está num olhar, num sorriso especial, num toque que nos faz sentir vivos. Está escondido no mais reles pormenor, na mais ínfima particularidade.
E dói amar. Por vezes dói mesmo muito. Aceitamos coisas que antes nunca toleraríamos, magoamo-nos estupidamente, enfrentamos problemas fracos, frágeis, inúteis, como se o mundo se desabasse sobre nós. Sofremos mas continuamos a amar, talvez porque o nosso coração manda, talvez porque é instintivo ou meramente talvez porque precisamos... é inevitável a paixão, a afeição por alguém… e ainda bem que o é.
Em toda a história, este sempre foi um grande mistério para o homem. O que é isso de amor? Será que se ama só uma vez na vida? Será que o amor é único e irrefutável? Mas para quê compreender… Para quê querer saber mais se bem lá no fundo temos a plena consciência que é uma emoção tão complexa, tão singular que nunca poderá ser bem analisada, compreendida. Afinal é bom simplesmente sentir. É bom encontrar aquele alguém que com poucas palavras pode mudar o nosso dia, que com uma simples, simpática, expressão nos pode fazer sentir realmente felizes. E afinal haverá sensação melhor que amar e ser amado?

4 Comments:

At 7:00 AM, Anonymous Anônimo said...

Acorda, Menina Linda

Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer
Anda ver que lindo presente
A aurora trouxe para te prendar
Uma coroa de brilhantes para iluminar
O teu cabelo revolto como o mar

Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Porque terras de sonho andaste
Que Mundo te recebeu
Que monstro te meteu medo
Que anjo te protegeu
Quem foi o menino que o teu coração prendeu ?

Acorda, menina linda
Anda brincar
Que o Sol está lá fora à espera de te ouvir cantar
Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Anda a ver o gato vadio
À caça do pássaro cantor
Vem respirar o perfume
Das amendoeiras em flor
Salta da cama
Anda viver, meu amor

Acorda, menina linda
Vem oferecer
O teu sorriso ao dia
Que acabou de nascer

Jorge Palma

"Quem foi o menino que o teu coração prendeu ?" Fui eu, claro!Não é (minha) menina linda?

 
At 10:43 AM, Anonymous Anônimo said...

Algumas vezes - já mo ouviste comentar com frequência - fala-se do amor como se fosse um impulso para a própria satisfação, ou um mero recurso para completar de modo egoísta a própria personalidade.

E sempre te disse que não é assim: o amor verdadeiro exige sair de si mesmo, entregar-se. O autêntico amor traz consigo a alegria: uma alegria que tem as raízes em forma de Cruz.

 
At 7:01 AM, Anonymous Anônimo said...

manezinhaaaaaaaaaaaaaa :D
ja sabes k eu adoro tds os teus textos sem excexao...eu ate os cmntava tds... mas nao cnxigo por 1 cmntario a tua altura :S (lol)

exte texto... !!ah ke bonito!! (mais 1 vex...):P

"E afinal haverá sensação melhor que amar e ser amado? " -> so gstava d alguma vex poder dixer isso...

adorote :D

ps- podes sempre cntar comigo..até 30! ok...VÁ LÁ.... podes cntar comigo ate 31 :P looool

 
At 12:46 PM, Anonymous Anônimo said...

De facto, escrever liberta e é um caminho para a clareza dos nossos sentimentos mas não será, como tu dizes, apenas um modo banal de transpormos tudo o que sentimos cá pra fora. Outros modos hão de o fazer e um dos que eu mais gosto é com os amigos. Os verdadeiros amigos. Aqueles que não nos cobram, aqueles que com o passar do tempo se mantêm do nosso lado e que se contam pelos dedos de uma mão. Aqueles com quem, para além de sentir, também podemos receber. Com eles sentimos, ainda, a gratidão, que é outro dos nobres e que, mais uma vez, naturalmente surge.

Quanto ao amor de que falas? A amizade e outros? O carinho, o afecto, o bem querer, o partilhar, o dar sem pedir em troca, como sentimentos que são, não devem, apenas, sentir-se. Deve, também saber-se recebê-los. O acto inconsciente que leva a estas atitudes de forma natural e espontânea é de louvar em qualquer ser humano. Provavelmente quem lê estas poucas palavras fica a pensar estar-se a falar dos sentimentos tidos por uma mãe pelo seu filho, por uma criança pelo seu próximo ou, até mesmo, por um cão pelo seu dono. Mas e o que se passa com as pessoas em geral. Ofuscadas com o seu ritmo de vida, na grande maioria acelerado, e preocupadas com os bens materiais, próprios de uma sociedade consumista, esquecem-se de abraçar, beijar, acariciar e dar a mão sem complexos. Porque será que quando se ama se tem medo de o afirmar? Porque é que quando se chora, há a tendência de o fazer sozinho? Partilhar sensações e emoções tem sido, nestes últimos tempos, uma grande barreira para todos nós, humanos, que em primeira instância tentamos, sempre, rebaixar o outro para nos sentirmos bem e com a razão.

Não deverá ser criticado aquele que critica?

- NÃO

Não deverá alguém apontar o dedo àquele que cometeu uma transgressão?

- NÃO

Se partirmos do princípio que tudo sabemos e que tudo o que fazemos é lei, acabamos por ser os primeiros a dar o passo em falso.

Mas e se pensarmos que quando se ama incondicionalmente, tudo é possível?

Amar incondicionalmente não está ao alcance de qualquer um, infelizmente, se é que isso é possível na totalidade do seu significado. Hoje em dia, torna-se tão difícil encontrar quem mostre aproximar-se um pouco desse amor incondicional que, quando surge, é visto como alguém especial, alguém muito particular de quem não se pode ter ciúmes. Curioso é que, quando nos deparamos com alguém que quer partilhar algo connosco, a nossa primeira reacção é de recusa (- não devias estar a incomodar-te; - não devias gastar tanto dinheiro; - não devias...).

QUANDO SE DÁ POR AMOR, NÃO HÁ LUGAR PARA INCÓMODOS NEM AGRADECIMENTOS!!!

Não será por aqui que todos nós devemos começar?

Antes de querer amar, devemos saber receber, porque ao receber estamos, também, nós a amar. Por exemplo, quando recebemos visitas em casa, a oferta para levantar a mesa ou lavar a loiça não deve ser recusada. Porque não deixá-las contribuir? Receber esse carinho é receber a semente que dará origem a um fruto a partilhar com outra pessoa. Não há que ter medo de receber.

RECEBE DE BRAÇOS ABERTOS. DA PRÓXIMA VEZ SERÁS TU A DAR INCONDICIONALMENTE. SURGIRÁ NATURALMENTE.

O AMOR DE QUE FALAVAS ERA ESTE?

Deixa-me discordar contigo numa pequena grande afirmação tua.

Não será o amor simples? Não seremos nós os complicados?

Rui Fernandes

 

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