outra vez as belas das campanhas
E chegaram outra vez as eleições. As infinitas promessas, os discursos emproados, a má língua que os partidos espalham uns pelos outros. E eu tenho de estar outra vez, à hora do lanche, a ver o tempo de antena que por sinal dá em em todos os quatro canais...Mas isto é o menos. As bocas constantes duns, as expressões terríficas doutros, o buburinho sobre o ressonar de outro ainda... Mas tirando as características mais adoradas pelos jornalistas (que sinceramente lhes fica mal insistirem tanto nestas percalços) há ainda outros problemas que (infelizmente) se verificam todos os anos e que se devem ter constatado em toda a história a partir do momento em que alguém desejava persuadir (eu diria mais manipular...) outra pessoa para que esta através de elementos de "hipnotização" específicos aceite a tese em causa de ânimo leve. E estes elementos escondem-se muitas vezes nas sombras dos mais pequenos detalhes: as tão conhecidas promessas, que desafiam os céus, proclamadas com "patriotismo" escrito na testa tanto como "representação"...apela-se aos sentimentos das pessoas, ao palavreado complicado para atrair a multidão... está tão batido!! Porque é que ainda se cái no mesmo? Aliás porque é que os tão conceituados concorrentes não mudam de estratégia apelando à originalidade e , acima de tudo, àquela a que se chama verdade? O hábito faz o monge não é? Sempre fez... e talvez tenha de ser assim. Será que uma campanha com concorrentes íntegros, verdadeiros, realmente interessados pelo bem da Nação, teria tanta graça? Concerteza que não...Ao menos assim, esqueçemo-nos por momentos da crise que sempre ouvi falar toda a minha vida, descansamos um pouco do espírito pessimista, da desgraça dos tugas, do rótulo de coitadinhos a que estamos destinados a ter! Bem... e digo eu... ao menos coitadinhos e bem humorados!
