Já algum sitío... imagem... ou canção vos pareceu assim, estranhamente familiar? Há uma canção relativamente antiga que quando a oiço sinto-me bem, sinto que bons tempos foram vividos a ouvir essa canção, sinto equilíbrio e pura felicidade. Como se tudo fosse tão inocentemente simples. Mas é mesmo isso que desejamos, que tudo seja simples e puro, não é? Que a nossa vida se veja livre de todas aquelas confusões fúteis do dia-a-dia. E às vezes necessitamos destas escapatórias da realidade para nos abstrairmos da depressão, dos constragimentos e talvez, assim só provavelmente, refugiamo-nos na esperança que estas lembranças nos tragam todos os sorrisos rasgados e pedaços de felicidade um vez perdidos ou mesmo nunca alcançados.
É estranho como temos de recorrer à imaginação, ao atenuar da dura realidade para sermos plenamente felizes e nos sentirmos bem connosco mesmos. Será a realidade demasiado dura? Ou seremos nós demasiado exigentes? Aposto num bocadinho das duas. A realidade pode-nos surpreender tanto pela negativa como pela positiva. O nosso papel é aceitar os bons momentos e aproveitá-los e recorrermos de vez em quando à imaginação e ao positivismo quando o incontrolável nos parece ameaçar. Mas a maior parte das vezes as coisas não funcionam assim. Desperdiçamos as pequenas coisas que nos fazem felizes e dramatizamos quando algo corre mal. Somos muito... picuinhas! Mas essa é a natureza humana: sermos uma espécie de mártires desgraçados prontos a cumprir o seu papel num palco abandonado. Esquecemo-nos que a vida não é um palco e nós não somos nem marionetes controladas pelo destino nem actores consignados ao seu papel. Somos bem mais que isso e podemos fazer muito mais se quisermos, se quisermos mesmo trocar as voltas às maldades e azares, com um sorriso nos lábios. Não falo por experiência própria mas por ideais próprios. Dizem que o sonho comanda a vida. Pois bem, eu acredito.
"I don't want to wait for our lives to be over,
I want to know right now what will it be
I don't want to wait for our lives to be over,
Will it be yes or will it be...sorry?"

1 Comments:
...e há outras que nos ajudam a continuar, como esta:
Tira a mão do queixo, não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou, ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega aonde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém, não
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
E a liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
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